quarta-feira, 27 de março de 2013

Posso fazer uma pergunta na introdução?


Olá!  Em junho de 2015, o blog voltará a ter publicações periódicas. Você tem dificuldade em algum tema específico e quer que eu o aborde por aqui? Se sim, envie-me um e-mail explicando-me a sua necessidade e eu preparei novos conteúdos a respeito! Aguardo seu contato pelo e-mail: lygiafs@yahoo.com.br 
Até breve!
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Essa é uma questão que muitos estudantes me apresentam. Muita gente diz ser mais fácil inserir uma pergunta na introdução e, no decorrer do texto, respondê-la.

Há opiniões diversas a respeito se vocês consultarem materiais sobre produção textual. Alguns autores acham adequado fazer a tese por meio de uma pergunta. Eu já não acho o mais apropriado quando se trata de vestibulares e de concursos para cargos públicos.

A introdução é o momento de se apresentar um ponto de vista a respeito do tema. É importante que o leitor saiba, desde o primeiro parágrafo, o que será defendido pelo autor. Quando há um questionamento, o autor não se posiciona, o que, em minha visão, compromete a estrutura e a organização da redação.

Na verdade, eu acho que fazer perguntas na redação, seja em qualquer parágrafo, é ruim. Se o objetivo de um texto dissertativo-argumentativo é a defesa de um ponto de vista, por que perguntar? É preciso afirmar, argumentar para comprovar uma opinião.

Em vez de:
“Por que o brasileiro não é atuante em relação à política?”

É melhor dizer:
“O brasileiro não é atuante em relação à política”. Depois explique o porquê.

Há apenas um tipo de pergunta que cabe em uma introdução, mas isso já é assunto para outra postagem.

Por enquanto, evitem as perguntas. Apresentem respostas. Só isso.


OBS: Quer saber mais sobre como fazer uma introdução? Escrevi sobre isso aqui

Até mais!