quarta-feira, 27 de março de 2013

Posso fazer uma pergunta na introdução?


Essa é uma questão que muitos estudantes me apresentam. Muita gente diz ser mais fácil inserir uma pergunta na introdução e, no decorrer do texto, respondê-la.

Há opiniões diversas a respeito se vocês consultarem materiais sobre produção textual. Alguns autores acham adequado fazer a tese por meio de uma pergunta. Eu já não acho o mais apropriado quando se trata de vestibulares e de concursos para cargos públicos.

A introdução é o momento de se apresentar um ponto de vista a respeito do tema. É importante que o leitor saiba, desde o primeiro parágrafo, o que será defendido pelo autor. Quando há um questionamento, o autor não se posiciona, o que, em minha visão, compromete a estrutura e a organização da redação.

Na verdade, eu acho que fazer perguntas na redação, seja em qualquer parágrafo, é ruim. Se o objetivo de um texto dissertativo-argumentativo é a defesa de um ponto de vista, por que perguntar? É preciso afirmar, argumentar para comprovar uma opinião.

Em vez de:
“Por que o brasileiro não é atuante em relação à política?”

É melhor dizer:
“O brasileiro não é atuante em relação à política”. Depois explique o porquê.

Há apenas um tipo de pergunta que cabe em uma introdução, mas isso já é assunto para outra postagem.

Por enquanto, evitem as perguntas. Apresentem respostas. Só isso.


OBS: Quer saber mais sobre como fazer uma introdução? Escrevi sobre isso aqui

Até mais!
                                                            

Um comentário:

  1. Os problemas sociais Brasileiros são de longas datas. Infelizmente, poucas foram as medidas tomadas para resolve-los, pois até hoje nota-se o alto grau de desigualdade dos padrões sociais na população. Se alguns poucos possuem muito, outros tantos não possuem nada. Apesar de exitir políticas voltadas á amenizar essa desigualdade não são o bastante para surtir efeito.Contudo mascaram á verdadeira realidade da situação.
    A raiz dos problemas está no governo.Embora quem eleja os governantes seja os própios cidadãos, que em sua maioria são vítimas dessa desigualdade, porque graças as políticas de pouco efeito, conseguem ser eleitos aos cargos.
    Como não o bastante, ainda há políticos corruptos, que literalmente roubam os bens públicos em prol de satisfazerem as propias vontades. O tanto que roubam é o quanto de investimentos que poderiam ser feitos para minimizar a diferença de renda entre as famílias.
    Uma das grandes conseqüências dessa desigualdade é a excitação da violência. Há indivíduos que se julgam menos favorecidos e em meio a tanta desigualdade vêem na violência como por exemplo crimes de roubo, furto, trafico de drogas, entre outros tantos, uma maneira de ascensão social. Relembram o famoso banditismo que os cangaceiros faziam no nordeste.
    Enfim, o grande mal está na forma de governo e nas políticas implantadas por governantes despreparados e incapacitados á resolver tal questão.Portanto, a única maneira para solucionar o problema é o cortar o mal pela raiz, ou seja instruir a população para que consigam distinguir entre o mau e o bom governante.
    Como ficou minha introdução e meu desenvolvimento ?

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